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Ainda não foi desta que o Estoril regressou às vitórias e, depois de perderem com a Oliveirense, os canarinhos viram aumentar para sete as derrotas consecutivas (quatro na Liga Vitalis e três na Carlsberg Cup). Pelo contrário, os de Oliveira de Azeméis vão em três triunfos seguidos, nos quais não concederam golos. Mas ontem, num jogo bastante pobre para os 381 espectadores que compareceram, as figuras foram mesmo o guarda-redes Paulo Santos e a equipa de arbitragem de Duarte Gomes. O primeiro, porque não segurou um remate de Chico Silva e permitiu uma recarga a Cícero, que fez o golo da vitória; a segunda, porque fez levantar queixas constantes dos anfitriões, nomeadamente nesse lance que deu origem ao único golo do jogo.
Em termos globais, o jogo na Amoreira pautou-se por um equilíbrio quase completo, em todos os aspectos. Nas ocasiões de golo (raríssimas, embora com ligeira vantagem para os visitantes), no esquema táctico (ambos em 4x2x3x1) e, acima de tudo, na incapacidade de aumentar a velocidade a meio-campo. Estoril e Oliveirense foram assim duas equipas coladas uma na outra, previsíveis, expectantes e desinspiradas. Pelos canarinhos, Antchouet foi o mais combativo na frente de ataque, e Lulinha o mais mexido, embora sempre marcado e sem margem para aumentar o ritmo da equipa. Já do lado da Oliveirense, Cícero foi impondo o seu físico na frente, mas poucas vezes se viu devidamente servido em zona de finalização.
Na primeira parte, não houve oportunidades dignas de nota e, na segunda, a mais evidente foi a que deu em golo: livre de Chico Silva, defesa para a frente de Paulo Santos e "encosto" simples de Cícero. O lance não espicaçou os canarinhos, mas fez intensificar as queixas contra Duarte Gomes. O secretário-técnico Mário Jorge foi expulso do banco, nas bancadas cresceu a revolta, e, dentro de campo, o Estoril continuou sem se encontrar, mesmo com as entradas de Bruno Matias e Rodrigo Hote. A formação de Pedro Miguel segurou o jogo e levou para casa três pontos que a deixam mais tranquila.
REACÇÕES
Neca
"Árbitro teve equívocos"
O treinador do Estoril, Neca, elogiou a sua equipa, mas lamentou
os "equívocos" da equipa de arbitragem. "A
minha equipa bateu-se bem e não merecia perder. O árbitro,
após uma falta a nosso favor, enganou toda a gente apitando
ao contrário. A marcação foi rápida
e deu no golo. Houve uma série de equívocos do árbitro",
disse Neca, acrescentando que os seus jogadores "têm
sido fantásticos".
"Após uma falta a nosso favor, o árbitro apitou
ao contrário. E deu no golo"
Pedro Miguel
"Esta foi uma vitória justa"
A interpretação do técnico da Oliveirense,
Pedro Miguel, foi diferente da de Neca, defendendo que a sua equipa
foi melhor. "Foi uma vitória justa da melhor equipa
e que criou mais oportunidades. Concretizámos uma delas
e conseguimos fazer algo que nunca fizéramos antes na Liga
Vitalis: ter três vitórias seguidas", disse
Pedro Miguel. O técnico reconheceu que este "foi mais
um passo rumo ao objectivo da manutenção".
"Conseguimos algo que nunca fizéramos na Liga: três
vitórias seguidas"
em "OJOGO"